segunda-feira, 29 de outubro de 2012



SORRIR E SER FELIZ

Há que sorrir e 
em sonoras gargalhadas,
chorar de rir: 
receita de  rejuvenescimento.
Mais eficiente que antirrugas,
Botox,  plásticas, 
lipos e outros afins.
Tai,  eu quero te ver sorrir!
Gargalhar, revirar de rir.
Talvez descubras, 
não teres feito muito
para ter momentos assim,
pois afinal,
não rimos  
por que trocamos de carro,  
compramos 
roupas de grife,
ou colecionamos centenas
de amigos virtuais.
Rimos e gargalhamos,
quando nos descobrimos
capazes de “fazer feliz”.
Não fiques bravo 
ou se entristeça.
Conecte-se primeiro contigo,
para descobrir o que tens aí
no coração, na mente,
capaz de contribuir com
coisas eternas: amor,
solidariedade, lembranças
de muitos sorrisos,
gargalhadas entre amigos,
brincadeiras com teus filhos,
orgulho de ter princípios,
respeito, inclusive aos  inimigos,
e a certeza de que atitudes,
posições tomadas,
de alguma forma contribuíram  
para tornar o mundo mais
ético, mais humano e feliz.





domingo, 30 de setembro de 2012

Ao Educador em seu fazer cotidiano
Te vejo todos os dias,
mais profundamente,
do que realmente
Gostaria.
Observo em tua  postura
tuas mazelas...
Elas transparecem
em tuas atitudes
equivocadas, em teu olhar,
de paisagem,
diante da criança que,
diante de ti, 
chora desamparada.
Tu as vês,
Olhas-as de cima,
Com teu olhar de
 autoritário
que confundes com autoridade.
Acreditas ter o saber,
e que a elas, cumpre
apenas obedecer... 
Tu as Trata como
pessoinhas vazias,
insignificantes,
prenhes de conteúdos
a absorver.
Crês que nada sabem,
nada podem,
e cabe 
a ti educá-las.
E gostaria de dizer-te: as crianças,
as quais, temos
a pretensão de educar,
não se apresentam 
vazias diante de nós.
Elas trazem em si,
recursos potenciais,
que mais tarde,
de acordo
com a qualidade do ambiente, 
das relações, que nele 
se estabelecem na escola, em suas casas,
tornar-se-ão,  adultos
fortes ou fracos,
autoritários
ou autoridades,
alegres  ou tristes,
amargos ou solidários,
Diante dos desafios que a vida
lhes há de trazer como os irá enfrentar,
é que nos educadores,
saberemos
se as educamos ou fracassamos.
O resultado de nosso trabalho,
não se mostra no instante exato
em que o praticamos,
mas bem à frente...
lá no futuro, quando,
como adultos
saudáveis e alegres,
essas crianças,
que ajudamos a educar,
de posse de
dos recursos  que nelas pudemos estimular, das potencialidades que nelas fizemos despertar

que nos, educadores que somos, 
tivemos a capacidade e
sensibilidade,
de nelas reconhecer, estimular
e ajuda-las a desenvolver,
superam obstáculos.  
Eis nossa responsabilidade:
Perguntarmo-nos se,
o que de fato lhes
ensinamos, abriu veredas, 
contribuiu para ajuda-las
a encontrar o prazer, de  viver com
ética, segurança e alegria.
Ou, se em nosso autoritarismo,
em nossa ignorância,
as fizemos fracas,  inseguras e
passivas, ante os desafios com que a vida
as irá confrontar.

domingo, 26 de agosto de 2012

30/05/2012
Há dias, em que é preciso
calar-se, e apenas
observar o ambiente caótico
que, de repente,
se fez presente...
É preciso apenas observar o dia,
as vezes  cinzento,
carregado de nuvens,
que pairam acima de nós,
Encobrem o sol que
amamos tanto,
Talvez para nos lembrar,
que viver é tambem,
conviver com
gente ruim,
existências medíocres,
inenarráveis,
a assombrar a alegria,
obscurecer nossos dias se,
de um jeito
alegre e espontâneo,
nos veem diante de si.
Por onde passam...
exalam veneno,
espalham confusão,
lamentos...
São pessoas doentes,
de mal com a vida,
e querem destruir em nós
o que não conseguem ser...
lhes faltam etica,
principios, compromisso
com a verdade.
Não sei...o que sei apenas,
é que se às vezes,
elas conseguem acinzentar
nossos dias.
É por pouco tempo...
Elas passam,
como passam as nuvens
negras,
que encobrem o sol
e enfeiam o dia.
O sol reaparece e com
ele vem a luz,
o calor e a alegria.
E nos faz esquecer pessoas
assim inamáveis,
por incapazes de se amarem,
amar o outro,
ou descobrir alegrias.

domingo, 19 de agosto de 2012


Para viver é preciso redescobrir o tempo

Com que vou dividir tudo o que sei e o que não sei.
O que aprendi de tudo o que vivi,
o que gostei...e o que não gostei...
Com quem vou dividir tudo que sonhei...
Os sonhos que não realizei,
o que não vivi,
o que somente sonhei...
Com quem vou partilhar
as alegrias de cada momento,
minhas dores e sofrimentos...
Se me parece que ninguém tem tempo
para visitar um amigo,
comentar do tempo...
Jogar conversa fora ou nem falar,
apenas ouvir em silencio,
o murmurar do vento.
As vezes me vejo acelerada,
tentando contar tantas coisas,
em tão pouco tempo. E
me atropelo, te atropelo,
e dou um tempo
pensando que possa estar 
cansando os amigos,
com os meus lamentos
ou mesmo com as glorias
de um momento.
As vezes perplexa penso: ...
não temos tempo...
é preciso 
É preciso dormir cedo,
renovar energias para trabalhar,
cumprir prazos
sem vacilar,
e continuar vivendo
esse tempo,
de tanta gentes
a se encontrar sem se ver,
sem se ouvir,
sem se reconhecer.
Com quem eu vou dividir as duvidas,
os dilemas, as angustias,
quando me sinto frágil,
vulnerável, imperfeita
e me descubro mortal...
Poder encontrar com tempo
nesses tempos,
um amigo que tenha tempo
para ouvir, conversar, sorrir e chorar
é coisa rara em nossos dias e
eu lamento...
É preciso recriar o tempo.
É preciso preenchê-lo de acontecimentos
significantes.
É preciso instituir em nossas vidas,
o tempo necessário para se ver,
amar, viver e
não apenas "sobreviver"
nesses tempos.








sábado, 28 de julho de 2012


Sou eu a te ver passar,
a seguir-te os passos
na madrugada
que me traz tanta 
incerteza ao olhar.
Sou eu a olhar o firmamento, 
imersa em perguntas
sem respostas.
Sou eu...
tão racional,
hesitante,
humana,
a descobrir
fraquezas
ante o trajeto
desconhecido,
que ainda devo trilhar.
Qual humanidade?
Qual racionalidade?
Qual fraqueza?
Qual incerteza?
Quem sou eu a te ver passar?
Quais pensamentos
nublam meu olhar?
Quais respostas espero de ti,
que não me podes dar?
Qual vida?
Quais sentimentos?
Em qual mundo
havemos de nos
reencontrar?

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O sol para meus amigos

Bom dia sol,
que ilumina este dia.
Bom dia, dia
brilhante de sol.
Bom dia!
tomem meus amigos,
para vocês, como
um presente
esse dia,
Em seu dia.
Ele os saúdam,
deseja-lhes amores
e a vida enorme,
prenhe e plena
de alegrias.
Eu daqui,
cúmplice
desse dia,
subscrevo
os desejos de
feliz vida,
felizes milhares
de dias
brilhantes
de saúde, de paz
e alegrias.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

No entorno

de 01/06/2012
Ainda que o material
escolhido, lido
e discutido,
nada houvesse trazido.
- O que não ocorreu.
Restaria o encanto
antevisto, entrevisto
nos olhares e gestos e,
diferentes percepções
que descobrimos.
Voltamos,
cada um de nós,
impregnados dos
temas,
carinhosamente
escolhidos...
Impregnados
de falas dos livros...
Voltamos mais vivos,
contagiados,
envolvidos pelas
leituras, reflexões
e sorrisos.
Voltamos à nossa
jornada, depois de cada
encontro,
mais sensíveis,
disponíveis
à apreender, aprender,
e ensinar a alegria,
que encontramos
nos livros.

domingo, 24 de junho de 2012

É tão bom viver!



A vida é feita dos
tantos sonhos
que tecemos,
das lagrimas
que vertemos,
dos sorrisos que
nos demos.
È feita dos desejos
que tivemos,
e de momentos tristes
que vivemos.
A vida é o encanto
de um momento.
É uma canção
de amor.
A vida é dor,
é louvor.
É tudo que povoa
os nossos dias.
É o que lhes dá cor.
E o cinza tambem
é cor!
Viver não pode
ser indolor nem
incolor.
Viver é bom,
seja lá como for!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Poder dizer simplesmente:
vivi!
Ver estampada em meu rosto,
a marca dos tempos vividos,
apresentá-la orgulhosa,
como prova inconteste,
de tudo que apreendi
e aprendi...
Mas, para dizer "vivi",
é preciso
ter vivido tanto as lagrimas,
como os sorrisos,
que o tempo vivido
provocou em mim.
Meu rosto, meu corpo,
espelham meus temores,
meus sabores, amores e
dissabores.
Espelham vitórias, fracassos.
espelham esforços.
Espelham a graça e o prazer
de descobrir o inédito
nas memórias que
compôs minha historia.
Retratos da vida, do
jeito que a vivi, com os traços
que lhes imprimi
Tão diversos,
diferente em si,
pelas nuances de cores
com que a
tela de minha vida,
até hoje,
eu preenchi.

domingo, 29 de abril de 2012

mais escritos

 Quando penso em morte, 
como possibilidade mesma, 
de não mais existir.
Tomo-me de saudades,
da branca claridade
desse dia.  Desse sol
que inunda a sala, 
prateia os objetos,
aquece-meu corpo e me
.alegra a alma,
Tenho saudades antecipada,
de noites estreladas, de
caminhar por estradas
e de repente, ainda
descobrir  amor em
seres humanos,
que não sejam toscos.
Seres humanos
capazes de perceber
os detalhes, sem perder
o todo,
e partilhar comigo
experiências, alegrias
e desgostos.
E descobrir o gosto,
a delicia, o prazer,
de viver, de apreender no
turbilhão colorido,
que inunda  nosso existir,
a grandeza de estar aqui.
 Dou viva a vida e a
perenidade que existe
dentro de mim.
Dou-me conta
de sua inexorabilidade,
de minha fragilidade.
E me vem a vontade,
de preencher de intensidades,
esse instante e...
simplesmente sorrir!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Celebrar a vida

A felicidade é efêmera,
é fugaz, é passageira.
Por isso agarro-me
a esse instante.
Agradeço ao universo.
Agradeço a  Deus este dia.
Ter saúde é o
que importa,
saber que a tenho
Me faz forte
para seguir em frente,
capaz de enfrentar
o que vier.
Por isso celebro a vida,
festejo o dia,
e nele a possibilidade
de  ser uma pessoa
melhor do que sou hoje
e ser feliz!

domingo, 8 de abril de 2012


Esperança

Deixei de ver as flores,
deixei de as fotografar,
deixei de buscar
as estrelas...
Andei olhando o chão,
o céu eu não pude olhar!
Andei lambendo as feridas.
Atordoei-me com a vida,
nem mais conseguia
te enxergar...
A dor doeu tanto
em meu peito
e meus olhos se
fizeram mar.
Somente lagrimas,
nada a festejar...

Andei assim,
tão sozinha,
sem a esperança a
me acalentar...
Não cantei
e quando sorri,
foi para disfarçar
a tristeza  em meu olhar.
Abatida,
ensimesmada,
solitária,
tive medo
de não me agüentar...
Vivi assim os meus dias,
que duraram
uma eternidade.

Os amigos...
ah, os amigos...
Estes,
estabelecem
prazos pra
gente chorar
e se os 
extrapolamos...
cansam, debandam,
não encontram razão,
para com a gente estar. 

Segui minha estrada...
De novo escrevo
e de novo eu canto,   
revi as flores, 
ergui minha fronte,
Vi o céu e
as  estrelas.
Inebriei de beleza
o meu olhar.

No horizonte
divisei novos
caminhos,  metas e
um porto
para ancorar.
Reencontrei-te
esperança….e
contigo a vontade de viver, 
de sonhar, de brincar. 


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Gosto tanto de te amar!














Gosto de vida,
pulsando em mim,
Gosto de chuva,
de cheiro da terra.
Gosto de flores,
brancas, azuis,
amarelas.
Gosto dos raios
de sol,
a tingir de dourado
os moveis da sala.
Gosto de mar...
e de te amar.
Gosto desse
riso frouxo,
em teu rosto,
desse olhar
carinhoso
a me sorrir.
Gosto tanto
desse teu jeito
manso
de me abraçar,
e sussurrar
aos meu ouvidos,
fazer tremer os
meus sentidos.
Gosto tanto desse
teu jeito franco
de me amar.
Quando a mim
parece,
que nada apetece,
não escrevo,
escolho simplesmente
um livro,
e leio...
Esqueço os ausentes
e até os presentes.
Leio para encontrar
pensamentos
significantes.
Distancio-me assim 
de seres
humanos
rasantes,
mesquinhos,
insignificantes...

quinta-feira, 22 de março de 2012

Mundo virtual

Não gosto
da falta
de diálogo
aberto,
emotivo,
inteligente que
caracteriza o
ciberespaço.
Não gosto
da falta
de abraços,
de afagos.
Gosto de
contato físico.
gosto de toque,
de olhares,
repletos de
significados.
Não amo pessoas
virtuais!
Amo pessoas
presentes
em tempo real.
Não gosto
da superficialidade
que norteia as
relações virtuais.
Gosto da
autenticidade,
das emoções que
fundamentam
as relações...
gosto de humanidade!
Bem obsoleta e
dinossauramente...
mil vezes não,
a essa tal
modernidade.





terça-feira, 6 de março de 2012

Roda Viva

 É no domingo de sol,
que inunda de luz esta
sala que  escrevo:
ao acaso, sem assunto
determinado,
nem mesmo sabendo
ao certo o que
escrever-te,  
de qual riso ou de qual dor.  
São tantos fatos vividos,
na roda viva da vida.
E o que ontem
importou, 
resolvido não foi...
Mas passou!
Cravou em nós suas 
marcas, as quais
não queremos
ver, apenas
queremos crer... 
Passou!
E já instalados no 
presente, temos que
escolher prontamente,
no turbilhão
dessa roda
o que nos parece
premente.
Algo que preencha a alma,
dê um norte,
desnude a estrada. 
e nos leve
a viver plenamente,
àquilo que nos consente,
ou o que o destino 
nos reservou. 
È  preciso muita calma,
rever as noticias, as pessoas,
as vivencias que nos são caras,
para entender esse ontem
que no hoje, já passou.

Se deixar levar nessa roda, 
sem a reflexão necessária,
nos leva a viver a vida
sem  sentir-lhe
o sabor.

sábado, 11 de fevereiro de 2012



O povo cala!
Quem cala consente!
O povo sofre,
perde-se nas tantas falácias
de pessoas gananciosas,
Políticos e empresários, 
mesquinhos, corruptos
mas tão poderosos.
Eles tem grana,
ditam os padrões a serem seguidos.
enganam, exploram, confundem.
O povo chora!
Nem pela consciência de ser
enganado,
mas por não poder alcançar
o supérfluo,
mitificado pela mídia como essencial
â vida do populacho.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Queria que esse dia,
fosse de amenidades...
Queria afastar essa agonia.
Queria não chorar
à tua lembrança...
Queria-te de volta,
minha menininha.
Queria voltar no tempo,
te ninar de novo,
trilhar contigo
um caminho  novo...
Mas a vida não para,
o tempo não volta...
Então eu quero,
eu rezo,
para  que fujas
de descaminhos.
É só o que posso:
querer e esperar...
segurando-me
para não desabar.     


Meu caminhar

Caminhei pela vida
apressada.
Preocupada, com 
o dia a dia.
Assoberbada.
Apenas caminhei...
não pensei que cada dia 
vivido, constituiria hoje,
o passado inexorável.
E eis me aqui,
mentalmente,
perfazendo caminhos,
revendo  meus passos... 
  
Caminhei afobada
por resolver,
de imediato,
os problemas
que emergiam
em cada um
dos meus dias
Eles urgiam soluções
e eu as descobria.

Caminhei...
caminhei pela vida,
segui os rumos que ela
me mostrava
não me detive a pensar,
qual futuro o destino
me reservava.
Apenas vivi o
que me foi dado.

Não,  nenhuma culpa,
Se não cuidei
ou previ o futuro,
é que não pude
Eis o fato que hoje,
eu apenas constato! 

O quanto não vivi,
por afobada,
exigiu-me a vida
atribulada, no qual,
para sobreviver,
apenas o presente
contava.

E o vivi assim,
como me veio,
turbulento,
doloroso,
angustiado...
Superei obstáculos,
dissabores,
temperados
com  os
momentos
de alegria, aos
quais agarrei-me
como náufrago.

Este foi o nosso trato:
não sucumbir no
caminho 
a mim destinado.
De tudo,
ficou-me a certeza,
de ter os ombros
largos para
suportar os
percalços.

É quando o dia nasce,
ensolarado,
que me tomo
de novas energias.  
Olho o céu iluminado
e digo-me
baixinho:
meu  Deus...
obrigado!

sábado, 14 de janeiro de 2012


Meio lesa, 
triste,
meio lerda.
Desanimada
com tantas
coisas que
me cercam.
O que vejo,
ouço,
tudo o
que faço.
Parto...em 
pensamentos,
evaporo,
me desfaço.
Adentro...
nas palavras,
passo
salto,
esfumaço..