domingo, 29 de abril de 2012

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 Quando penso em morte, 
como possibilidade mesma, 
de não mais existir.
Tomo-me de saudades,
da branca claridade
desse dia.  Desse sol
que inunda a sala, 
prateia os objetos,
aquece-meu corpo e me
.alegra a alma,
Tenho saudades antecipada,
de noites estreladas, de
caminhar por estradas
e de repente, ainda
descobrir  amor em
seres humanos,
que não sejam toscos.
Seres humanos
capazes de perceber
os detalhes, sem perder
o todo,
e partilhar comigo
experiências, alegrias
e desgostos.
E descobrir o gosto,
a delicia, o prazer,
de viver, de apreender no
turbilhão colorido,
que inunda  nosso existir,
a grandeza de estar aqui.
 Dou viva a vida e a
perenidade que existe
dentro de mim.
Dou-me conta
de sua inexorabilidade,
de minha fragilidade.
E me vem a vontade,
de preencher de intensidades,
esse instante e...
simplesmente sorrir!

2 comentários:

  1. Mirian Ramos de Oliveira29 de abril de 2012 às 22:53

    Parábens minha amiga Ivone! Ainda bem que no "outro lado" a gente não sente saudade...será? ...Bom, eu acho que não! Por enquanto é só achismo, mas já tou com um pézinho lá!!!hahahahaha...Bjo

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  2. Que bom encontrar uma poetisa e que gostoso o texto acima. Muito legal!

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