sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Não vi a lua branca, 
enorme, 
no céu, 
até descer esse véu, 
que o meu rosto encobria.  
Não vi lua, 
nem vi céu, 
me vi apenas, 
envolta em  lembranças, 
que permearam meus dias. 
Tampouco percebi estrelas, 
ontem ou hoje, 
em meio a tormentos. 
Mas, no dia ensolarado que se abria, 
sai à rua, 
e o Deus sol, 
me provocou com o seu brilho 
e meu corpo, recebeu,
como caricia o calor.
Aquecida, 
minha alma transbordou, 
e cismas, sofrimentos 
e lembranças e lamentos, 
se dissiparam. 
Se evaporaram. 
Nutri-me apenas de sol, 
de brilho, da claridade do dia, 
brilhante e tão bonito, 
a dizer-me que, 
se a vida é feita de sofrimentos, 
de incertezas e medos, 
também é feita de renovação e alegria.
            

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

ANDEI POR AI...

vivendo tantas coisas,
algumas boas, outras ruins.
Vi tantas gentes,
vivi momentos,
alguns bons, outros ruins.  
Andei por aí vivendo.
Andei por aí tentando saciar minha sede de conhecimento,
Andei por aí, em caminhos incertos,
porque os certos, quando pensei que existiam,
levaram a lugar nenhum.
Andei por aí respirando ar puro,
experimentando o novo,
e com o novo combinei o passado
trazendo-o em minha bagagem,
sem mágoas e,
convicta de ser o resultado de tal combinação sorri.
Andei por aí sorrindo,
amando,
descobrindo sentidos,
me saturando de tudo que vi de belo,
de tudo que ouvi de sabedoria,
e tentando apreender o que pude do que vivi.
Andei por aí vibrando,
andei por ai chorando,
andei cantando,  
andei buscando conteúdo,
autenticidade, nas pessoas que conheci.
Aí confesso:  me surpreendi.
Andei por aí flertando com a vida,
zombando de sentidos, de conceitos arcaicos,
com os quais, em muitos momentos, convivi.
Bati de frente, inclusive comigo,
para arejar pensamentos,
purificar sentimentos.
Andei por aí a exorcizar o velho e mesmo o novo,
que viesse impregnado de velhas formulas,
ou novos padrões e conceitos que,
de alguma forma, pudessem oprimir.  
Andei por aí, buscando,
experimentando leveza,
sem me omitir.
Andei por aí exibindo
minha alegria e prazer,
de existir por aqui, assim...


domingo, 9 de agosto de 2015

Obrigado ao meu pai!

Há quanto tempo
não o tenho comigo
e me lembro,
com carinho,
de tardes,
no quintal de casa,
enquanto alegre,
em carpintaria,
você trabalhava.
E enquanto o fazia,
assim cantarolava:
"Sou carpinteiro,
vou batendo o prego,
porque não nego
minha profissão.
A mulher fala,
mais eu não sossego.
Vou batendo o prego
vou batendo o prego..."
Hoje eu sei, meu pai:
Cantar, enquanto se trabalha,  
não é pouca coisa não.
Penso, que você virou uma estrela
e, em meio a infinidade de estrelas,
Que pontilham o céu, te vejo
cantando a  profissão,
que tanto  amavas
e te fazia tão feliz.
Olho as estrelas e sorrio
E, em sua memória,
canto o carpinteiro 
que me deu a vida,
ensinou-me a cantar
e tantas vezes me fez sorrir.
Seu nome era Salvador,
Obrigada Senhor Salvador,
Obrigada meu pai,
Por ensinar-me o amor.



Feliz dia dos pais,
Á todos os pais.
Feliz dia dos pais:
àqueles que hoje,
tem o privilégio.
de conviver com um pai,
e àqueles que não o tem mais,
e não o tendo,            
guardam na memória, 
a alegria, 
de momentos de aconchego,
e  de sorrisos.
Feliz dia dos pais, a todos nós,
que pela vida,
Pudemos reconhecer um pai,
Em um parente,
ou em um amigo.   



sexta-feira, 22 de maio de 2015

AGOSTO  A  GOSTO



Mês de agosto...
dizem tanto de ti:
mês de  magias,
superstições.
Mês de desgostos,
Mês de cachorro louco.
E dia 13 então,
puro desgosto.
Prefiro
dizer do gosto,
de ter nascido em agosto.
Ter vivido tantos gostos.
e estar a gostar
de viver,
amar a vida,
que me veio no
mês de agosto.
Nele se embalam
sonhos,
mistérios de alma,

de vida, mistura de
superstições:
de santos,
Mês de nossa senhora,
ou de Iemanjá.
Mês do outro,
dos pais
do Psicólogo,
dos solteiros.
Gosto do gosto
de ter nascido
em agosto.
Gosto dele, mais que qualquer outro.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Dia do Beijo

Dizem  existir  o dia do beijo,
como se não o fossem
todos os dias,
dia de beijar aqueles
a quem amamos.
Quando os olhares,
diferentes para cada um,
despertam beijos de
de amor, sensualidade,
gratidão, ternura...tantos
sentimentos diversos,
em cada momento,
em cada situação.
Longe da vulgaridade,
de que se reveste o beijar
indiscriminado, entre pessoas  
que beijam por beijar, talvez para
preencher vazios.
Aquelas, que mais dizem beijar, do que 
verdadeiramente o fazem,
gosto de beijar 
pessoas singulares,
das quais ouço palavras
que me encantam.
Adoro beijar o homem
que me faça trêmula de prazer,
num dado momento sublime.
Abraçar-lhe o corpo firme,
continente às minhas fraquezas. 
E, num encontro, reencontro
ou reconciliação,
beijá-lo com ternura,
sentir nele a cumplicidade,
a proteção.
Adoro o impulso que do nada,
aparentemente, me leva a beijar meus filhos,
surpreender-los e surpreender-me,
em emoções.
Beijar meus amigos,
ou pessoas a quem admiro.
Desejo que beijos assim,
plenos de emoção, alegria,
carinho e admiração,  
sejam inerentes às minhas e
às suas relações.

domingo, 16 de novembro de 2014

Bom Dia meus amigos
De volta ao Blog, depois de muito tempo, eis o que tive vontade de escrever hoje, Convido a todos à leitura de mais um escrito. mais uma reflexão. Não sem antes, relembrar com vocês, uma poesia que gosto muito e que pauta os meus dias.
Vamos a ela:

 “Viver é bom”


A vida é feita dos
tantos sonhos
que tecemos,
das lagrimas
que vertemos,
dos sorrisos que
nos demos.
È feita dos desejos
que tivemos,
e de momentos tristes
que vivemos.
A vida é o encanto
de um momento.
É uma canção
de amor.
A vida é dor,
é louvor.
É tudo que povoa
os nossos dias.
É o que lhes dá cor.
E o cinza também
é cor!
Viver não pode
ser indolor nem
incolor.
Viver é bom,

seja lá como for!


Não sucumbir jamais ao ódio, a raiva, a inveja que muita vezes transparecem nos semblantes de pessoas com as quais convivemos e nos mantermos íntegros e principalmente, lúcidos, sem se deixar influenciar e muito menos se intimidar, por sentimentos assim,  que tanto as apequenam e adoecem. 
Eis o grande desafio a ser superado, dia após dia.
Manter-nos firmes e dignos  e encontrar graça nas outras pessoas e sorrir, e brincar e continuar a amar e respeitar à todos que nos cercam, sem hipocrisia ou falsas palavras e aprender: para aqueles que não suportam autenticidade, deêm-lhes apenas o silêncio, e no mais os ignoremos.  
Manter a coerência, a postura que nos exigem os princípios que assumimos como norte, em harmonia com a  profissão que escolhemos e exercê-la com ética, tolerância e respeito, ainda que em alguns momentos, criaturas assim, pérfidas, sem amor próprio, apareçam diante de nós em franco desatino, consumidas, corroídas por dentro, por tantos sentimentos ruins e tentem nos fazer sentir o mesmo e nos nivelarmos a elas.
Eis o desafio: sobreviver a tudo isso em nosso dia a dia, impulsionados pelo desejo de obter novos conhecimentos, única forma eficaz para combater a mesmice, a mediocridade, a superficialidade que podem tomar contas de nossas vidas, nos tirar a alegria e o orgulho de se sentir capaz, de se aprimorar enquanto ser humano. Contagiar o outro a também se conhecer, desvelar o mundo em que vivem e lutar pela transformação. Distanciar-se do vírus da insignificância, da tristeza, que pode nos consumir a alma, se não soubermos buscar em nós a capacidade, a força e energia para  lutar.
Eis o grande aprendizado da vida: o conhecimento do mundo e das pessoas, as limitações de cada um e nossas próprias limitações. 
Eis a única forma possível de trazer o encanto e alegria para nossas vidas, para não sucumbir à  inveja e ao ódio, tão fáceis de nos envolver e nos tornar seres humanos tristes tambem, pobres de ideias, amargos, voltados a destruição de quem, no fundo e admiramos, mas por não nos sentirmos capazes de alcançá-los, odiamos e queremos destruir.
Mas não nos enganemos: conhecimento, informação, critica, auto crítica, busca pela justiça, também nos traz sofrimento e muita vez, solidão, pois em geral, as pessoas acreditam que viver, é simplesmente buscar alegrias no presente. Acreditam que viver é ter coisas, é ser capaz de consumir, é parecer bonita, seguir estritamente o padrão imposto pela mídia (estarem magras, saradas, parecer jovens, simpáticas), e conviver com quem aparenta "ter".
Não agir como elas, desperta sentimentos profundos de desprezo com relação a nós e de maneira obstinada, tentam nos atingir. 
Gratificante mesmo é descobrir que apesar delas, encontramos sentido em nossas vidas, semeamos alegrias na busca de um mundo cada vez melhor.