Não vi a lua branca,
enorme,
no
céu,
até descer esse véu,
que o meu rosto encobria.
Não vi lua,
nem vi céu,
me vi
apenas,
envolta em lembranças,
que permearam meus dias.
Tampouco percebi
estrelas,
ontem ou hoje,
em meio a tormentos.
Mas, no dia ensolarado que se
abria,
sai à rua,
e o Deus sol,
me provocou com o seu brilho
e meu corpo, recebeu,
como caricia o calor.
Aquecida,
Aquecida,
minha alma transbordou,
e cismas, sofrimentos
e lembranças e lamentos,
se dissiparam.
Se evaporaram.
Nutri-me apenas de sol,
de brilho, da claridade do dia,
brilhante e tão bonito,
a dizer-me que,
se a
vida é feita de sofrimentos,
de incertezas e medos,
também é feita de renovação
e alegria.
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