Há quanto tempo
não o tenho comigo
e me lembro,
com carinho,
de tardes,
no quintal de casa,
enquanto alegre,
em carpintaria,
você trabalhava.
E enquanto o fazia,
assim cantarolava:
"Sou carpinteiro,
vou batendo o prego,
porque não nego
minha profissão.
A mulher fala,
mais eu não sossego.
Vou batendo o prego
vou batendo o prego..."
Hoje eu sei, meu pai:
Cantar, enquanto se trabalha,
não é pouca coisa não.
Penso, que você virou uma estrela
e, em meio a infinidade de estrelas,
Que pontilham o céu, te vejo
cantando a profissão,
que tanto amavas
e te fazia tão feliz.
Olho as estrelas e sorrio
E, em sua memória,
canto o carpinteiro
que me deu a vida,
ensinou-me a cantar
e tantas vezes me fez sorrir.
Seu nome era Salvador,
Obrigada Senhor Salvador,
Obrigada meu pai,
Por ensinar-me o amor.
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