domingo, 29 de abril de 2012

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 Quando penso em morte, 
como possibilidade mesma, 
de não mais existir.
Tomo-me de saudades,
da branca claridade
desse dia.  Desse sol
que inunda a sala, 
prateia os objetos,
aquece-meu corpo e me
.alegra a alma,
Tenho saudades antecipada,
de noites estreladas, de
caminhar por estradas
e de repente, ainda
descobrir  amor em
seres humanos,
que não sejam toscos.
Seres humanos
capazes de perceber
os detalhes, sem perder
o todo,
e partilhar comigo
experiências, alegrias
e desgostos.
E descobrir o gosto,
a delicia, o prazer,
de viver, de apreender no
turbilhão colorido,
que inunda  nosso existir,
a grandeza de estar aqui.
 Dou viva a vida e a
perenidade que existe
dentro de mim.
Dou-me conta
de sua inexorabilidade,
de minha fragilidade.
E me vem a vontade,
de preencher de intensidades,
esse instante e...
simplesmente sorrir!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Celebrar a vida

A felicidade é efêmera,
é fugaz, é passageira.
Por isso agarro-me
a esse instante.
Agradeço ao universo.
Agradeço a  Deus este dia.
Ter saúde é o
que importa,
saber que a tenho
Me faz forte
para seguir em frente,
capaz de enfrentar
o que vier.
Por isso celebro a vida,
festejo o dia,
e nele a possibilidade
de  ser uma pessoa
melhor do que sou hoje
e ser feliz!

domingo, 8 de abril de 2012


Esperança

Deixei de ver as flores,
deixei de as fotografar,
deixei de buscar
as estrelas...
Andei olhando o chão,
o céu eu não pude olhar!
Andei lambendo as feridas.
Atordoei-me com a vida,
nem mais conseguia
te enxergar...
A dor doeu tanto
em meu peito
e meus olhos se
fizeram mar.
Somente lagrimas,
nada a festejar...

Andei assim,
tão sozinha,
sem a esperança a
me acalentar...
Não cantei
e quando sorri,
foi para disfarçar
a tristeza  em meu olhar.
Abatida,
ensimesmada,
solitária,
tive medo
de não me agüentar...
Vivi assim os meus dias,
que duraram
uma eternidade.

Os amigos...
ah, os amigos...
Estes,
estabelecem
prazos pra
gente chorar
e se os 
extrapolamos...
cansam, debandam,
não encontram razão,
para com a gente estar. 

Segui minha estrada...
De novo escrevo
e de novo eu canto,   
revi as flores, 
ergui minha fronte,
Vi o céu e
as  estrelas.
Inebriei de beleza
o meu olhar.

No horizonte
divisei novos
caminhos,  metas e
um porto
para ancorar.
Reencontrei-te
esperança….e
contigo a vontade de viver, 
de sonhar, de brincar. 


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Gosto tanto de te amar!














Gosto de vida,
pulsando em mim,
Gosto de chuva,
de cheiro da terra.
Gosto de flores,
brancas, azuis,
amarelas.
Gosto dos raios
de sol,
a tingir de dourado
os moveis da sala.
Gosto de mar...
e de te amar.
Gosto desse
riso frouxo,
em teu rosto,
desse olhar
carinhoso
a me sorrir.
Gosto tanto
desse teu jeito
manso
de me abraçar,
e sussurrar
aos meu ouvidos,
fazer tremer os
meus sentidos.
Gosto tanto desse
teu jeito franco
de me amar.
Quando a mim
parece,
que nada apetece,
não escrevo,
escolho simplesmente
um livro,
e leio...
Esqueço os ausentes
e até os presentes.
Leio para encontrar
pensamentos
significantes.
Distancio-me assim 
de seres
humanos
rasantes,
mesquinhos,
insignificantes...