Para espantar a tristeza
Não sei se escrevo,
faço faxina,
ou se durmo...
e me esqueço.
Não sei o que fiz de mim,
nos anos em que vivi.
Como saber ou querer
saber se... neste presente, que conversa
com o passado.
tudo parece
tão complicado.
Se o que tentei
construir ruiu, transformou-se em
em nada.
E o nada é
tudo o que vejo
partido,
cindido
a causar aflição,
constrangimento.
Se o presente
não se encaixa
nos sonhos,
ao longo
de anos tecidos,
ou se perde
nas dobras
do tecido, que usei
para cerzir
meu melhor
vestido,
que não vesti...
Se o presente,
literalmente clonado,
em cartão bancário,
transforma em clone, eu mesma,
e me vejo um blefe,
perdido no ciclone que arrastou
meus passos.
Que fazer?
Se, por entre
as lágrimas
que verti,
busquei sorrir,
dizendo-me sempre
que passaria, que viriam
melhores dias e hoje
mais tristes, causam tanta agonia.
Se a desesperança
abateu-se em mim.
Que fazer agora?
com o dia
que brilha lá fora?
Assumir a faxina...
porque, viver neste mundo,
nada virtual e
cuidar de
mim mesma
após o ciclone
e o clone que sou eu,
é preciso.

Ivone
ResponderExcluirViver a vida é uma tarefa difícil. Mas, nunca será tarde para você vestir o seu melhor vestido.
Lembre-se:
Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente.
Henfil
Um grande beijo.
Luciana
Oi Lú!
ResponderExcluirMuito obrigada pelo comentário, você é sensível e muito querida. Beijos