23/08/2011
De bebês para professoras
Querida professora,
eu choro...
eis o meu jeito
de dizer-te de
meu incomodo,
de minhas tristezas.
E tu me vês
aos prantos,
muitas vezes.
E mesmo em meio
a tantos, que ao mesmo
tempo te dizem
de suas tristezas,
tu me afagas
carinhosamente:
As vezes,
com um sorriso,
que muitas vezes significa:
espera um pouco,
eu já cuido de você também!
Esperneio, choro mais:
te quero agora!
È imperioso que me atendas
Já!
E mais eu grito
se não vens,
sabendo que virás...
Eis o nosso
diálogo pedagógico:
tão bom...
cheio de ternura,
cumplicidades e
de choros,
gritos e
dos sorrisos
em que me desfaço
quando a tenho ao meu lado,
cuidando de pôr-me
pedagogicamente
banhado, alimentado,
bonito e aconchegado...
E eu te retribuo
com afagos desajeitados,
às vezes com um sorriso
maroto ou encabulado,
pois no esperneio,
posse ter-te machucado.
Mas o teu rosto,
o teu semblante seguro,
calmo, me dizem sempre:
tudo bem,
pedagogicamente,
faz parte...
Estamos de novo em paz!
Sedutoramente pedagógico,
ergo meus bracinhos e,
num abraço,
um beijo,
um balbucio
ou uma frase esperta,
Surpreendo-te e
encanto.
Brinco e até durmo...
dou-te uma folga
para reiniciarmos
novas experiências
pedagógicas...
mais tarde...
Obrigado,
Professora!!!
OBS - Escrito em 14/10/2008, em homenagem as professoras do CEI Anna Florêncio Romão
