quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"Escondidinhos Bar"

No “Escondidinho
do Embú”,
respiro,
exalo
com sede a arte,  antes
escondida.
Ei-la a abrir-se
aos talentos
anônimos
das gentes 
que sente,
apreende e
desnuda a arte.
Eí-la 
que explode, 
escapa lampeira,
do escondidinho
da gente
e vai se mostrar
no escondidinho
do Embu.
Desabrocha 
e vai, aos poucos,
preenchendo
espaços
de talentos.
Escondidinho
de Mércia,
Escondidinho
de João,
Gente forte,
viva, 
amante
de poesias,
de músicas.
Gente que pensa,
gente que sente
e impulsiona
a gente,
a abrir-se
para cultuar
no "bar escondidinho" 
o amor a arte, na
vida que é arte
da arte da vida.
Obrigada Mercia!
Obrigada João!
17/12/20 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz ano novo!

À todos os meus amigos
que visitaram o blog
e deixaram palavras
tão carinhosas sobre
meus escritos;
àqueles que leram
e não comentaram;
aos meus seguidores queridos,
conhecidos e não conhecidos
desejo que 2012  seja enorme
de saúde, amor e muita poesia.
Beijos!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

É dia,,,

É dia nublado...            
não importa! 
Também  é 
dia de verde,
de árvores,
de flores,
de cheiros,
de amores.
É dia de
despedidas...
não importa!
Guardarei
em minha retina,
esta imagem,
da turma
desse entorno,
a despedir-se,
alegre,
viva,
trocando livros,
afetos.
Trocando
sorrisos.
Guardarei
na memória,
esse povo bonito.
Levarei comigo
a gratidão de
compartilhar
tanta magia.
E já nos retiramos
mais sensíveis,
portanto mais poetas,
mais fortes para
encarar essa vida,
tantas vezes Severina,
de forma mais leve e
cristalina.
E de coração alerta,
buscar
nos livros o prazer,
de viver...
com  poesia.    

domingo, 20 de novembro de 2011

É tempo


É sempre tempo

de olhar,
de se encantar.
É tempo de querer bem,
não esquecer ninguém.
É tempo de descobrir 
veredas,
nas veredas que se tem.  
E sempre tempo
de rir
É tempo de chorar também
Viver somente  de risos...
convenhamos,
nem fica bem.
 Não 
se vive nesse mundo
apenas de  querer
bem.
O mal coexiste
 em nos,
lado a lado
com o bem,
e ser capaz de encará-lo
nos aprimora
 também.

Sonho e timidez

Vontade de tudo
e outra vontade de nada.
Na vontade de tudo,
me entender...
Na vontade de nada,
somente te amar,
não pensar em nada.
No sonho o impossível,
na timidez o desvario,
no desvario do sonho,
uma noite sem fim de
orgasmos, de sorrisos,
de perfeição.
Na perfeição
ser eu mesma,
deixar você consigo
mesmo, livres e abertos
no amor que nos une,
sem nos unir tanto, a
ponto de nos separar.

domingo, 16 de outubro de 2011

Domingo branco

DOMINGO BRANCO

Nele o sol transparente
se impõe...
e a mim impõe,
contemplar o dia
brilhante,
branco
e alegre
com que
nos presenteia.
Penso: como receber o presente?
Como alegrar-me?
Em dias assim,
tão claros,
a tristeza não deveria
nos encontrar.
Mas ela aqui está!
Apossou-se de
minha alma,
ensombreia
e assombra o meu olhar...
A resposta é o
meu pensamento que de ti,
não pode descuidar.
Que olha, interroga,
Perscruta
e cai no abatimento,
ante a impossibilidade,
de descobrir os mistérios
que te povoam o olhar
É só o que tenho,
o que povoa
meus pensamentos.
No dia branco,
que brilha do lado fora...
Eu sozinha aqui,
do lado de dentro,
desse apartamento,
aguardando
que o tempo
possa trazer-te
de volta,
em tempo.

Escritos da adolescência

Saudade...é chuva que cai,
é sereno, orvalhando
folhas e flores.
É por do sol no horizonte.
É noite que nasce e não morre.
Eterno crepúsculo na vida.
Sonhos que se realizaram,
tempos que já passaram,
vidas que se apagaram.
É chuva, é noite, é sereno.
Crepúsculos, tempos e sonhos
Vida que viu em outra
vida,as alegrias do mundo.

Quero você,
quero poesia,
quero amor,
muito carinho,
em manhãs lindas de sol,
em tardes crepusculares.
em noites de fantasias.
Sempre em sua companhia.

sábado, 15 de outubro de 2011

À todos os Professores

“Ensinar é um Ato de Amor.”
Muitos já o disseram,
com muita propriedade e muitos
reproduzem essa frase tão simples,
como eu o faço agora...
Guardo em mim
a mais profunda esperança,
de que essa frase
se transforme em verdade,
para cada um de nós, Professores.
E que em nosso dia a dia de trabalho,
com as nossas crianças
e nossos jovens e adultos,
sejamos capazes de nos contagiar
e contagiar a todos com a prática
do ensino como um ato de amor.
Feliz dia dos professores a todos e,
particularmente a equipe
do CEI Anna Florêncio Romão.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Poesia do Amigo

Amigo  indaga,
perscruta o nosso 
olhar: se esta alegre
ou carente.
Pressente a alma
da gente,
entende a tristeza
presente:
chora com
a gente
na dor.

Amigo nos
ouve, enternecido.
Nas alegrias,
se encanta ,  sorri
feito criança, ao
partilhar a esperança
que em nosso
olhar vislumbrou.  

Amigo esta sempre
com a gente, 
Amigo se
faz presente,
Nas horas
de alegrias
ou de dor.

Amigo se vê
sobressaltado,
de coração
disparado,
quando
a gente se
encrencou.
Vai com a gente,
lado a lado,
à passos
descansados,
quando as coisas se
acomodaram e
sente que
a paz voltou.

Amigo,  
tão complacente,
com as besteiras
da gente,
espera
paciente
o momento
conveniente
e nos critica
com amor.
Sorri lembrando
as asneiras,
ou os acertos do  
passado que  junto
compartilhou.
Ele se encanta
com os caminhos,
que juntos,
a gente trilhou.

Amigo
liga pra gente,
de repente,
diz: amiga, alô!
Que saudades!
E a telefônica agradece,
o quanto a gente a
enriquece com
esse simples alô!

Amigo engole
cada  sapo...
se enrola,
nos atos falhos
em que  a
gente desabou.
Ri de piadas 
sem graça,
só por que 
a gente
contou.

Às vezes nos
manda a merda,
e diz que
a gente o estressa,
fica sozinho,
hiberna...
Não quer saber
de ninguém...
Coitado,
é mortal,
não é perfeito.
Mas é o meu
grande amigo,
e nos queremos
tanto bem.  


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

TRILHA DO FAUNO

Hoje é ontem,
onde tanto
poderia
ser feito.
O tempo urge
soluções,
caminhos.
Quando se espera
passou...
O momento
exato é o agora,
onde o que puder
apenas aflora,
morre, não vinga.
Sem o cultivo,
se perde.
O menor
titubeio é fatal.
Nos leva a
chorar o não
                                                                     feito e enquanto
choramos
não vemos
as novas
sementes
que afloram
em nós.
Lembremos a  Flora
as flores
 cantadas na voz de Elomar?
Jequitibá;
pau Brasil;
Ipê;
Pau ferro;
paineira;
canela;
incenso;
quaresmeira;
jatobás...
Que dádiva
meu Deus!
puro colírio
para a vista.
Respirar o ar
puro das árvores
é redescobrir a força,
celebrar a vida.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Viver, 
reinventando o tempo,
antes que passemos
pela vida estagnados.
Viver cada dia,
cada hora,
cada minuto
ousando sempre,
apesar do medo,
que em determinados
momentos  possa existir.
Eis o caminho
para não se arrepender:
descobrir, explorar
cada  recurso
dentro de  nós
e encontrar  nosso
jeito de ser feliz..

terça-feira, 23 de agosto de 2011



23/08/2011

De bebês  para  professoras

Querida professora,
eu choro...
eis o meu jeito
de dizer-te de
meu incomodo,
de minhas tristezas.
E tu me vês
aos prantos,
muitas vezes. 
E mesmo em meio
a tantos, que ao mesmo
tempo  te dizem
de suas tristezas,
tu me afagas
carinhosamente:
As vezes,
com um sorriso, 
que muitas vezes significa:
espera um pouco,
eu já  cuido de você  também!
Esperneio, choro mais:
te quero agora!
È imperioso que me atendas
Já!
E mais eu grito
se não vens,
sabendo que virás...
Eis o nosso
diálogo pedagógico:
tão bom...
cheio de ternura,
cumplicidades e
de choros,
gritos e
dos sorrisos
em que me desfaço
quando a tenho ao meu lado,
cuidando de pôr-me
pedagogicamente
banhado, alimentado,
bonito e aconchegado...
E eu te retribuo
com afagos desajeitados,
às vezes com um sorriso
maroto ou encabulado,
pois no esperneio,
posse ter-te machucado.
Mas o teu rosto,
o teu semblante seguro,
calmo, me dizem sempre:
tudo bem,
pedagogicamente,
faz parte...
Estamos de novo em paz!
Sedutoramente pedagógico,
ergo meus bracinhos e,
num abraço,
um beijo,
um balbucio
ou uma frase esperta,
Surpreendo-te e
encanto.
Brinco e até durmo...
dou-te uma folga
para reiniciarmos
novas experiências
pedagógicas...
mais tarde...
Obrigado,
Professora!!!

OBS - Escrito em 14/10/2008, em homenagem as professoras do CEI Anna Florêncio Romão

domingo, 21 de agosto de 2011

mais escritos -



Para as meninas deste entorno.

No entorno desta praça,
sento-me à sombra
de uma arvore,
  ponho-me avaliar
o que me trouxeram Vera,
Amarílis, Sandra e
Eneida,
coordenadoras na
tarefa  mágica
e fundamental,
de despertar em nós,
o que a correria
de nossa vida cotidiana
pode dispersar.
E  trazer de volta
o encanto pela leitura,
a poesia da leitura,
a leitura da poesia
e do conto.
Competentes e sensíveis,
trouxeram a certeza,
de que é preciso
reinventar o espaço
e nele  nos integrar.
Reinventar o tempo
de ler,
de se encantar,
com as maravilhas
que os livros podem
nos contar
Cá estou agora...
De minha participação,
eu digo:
se não se deu,
constante e sempre,
foi por conta
da correria
para chegar.
Mas ao chegar,
impregnei-me tanto,
com as histórias
e  trabalho
de tantos,
que colocam o canto,
o conto,
e principalmente,
a virgula,
o ponto, e
nos obrigam 
a parar
por instantes,
para ler,
conhecer
e relaxar...

Obrigada!!!

mais escritos - Para afastar a tristeza

Para espantar a tristeza

Não sei se escrevo,
faço faxina,
ou se durmo...
e me esqueço.
Não sei o que fiz de mim,
nos anos em que vivi.
Como saber ou querer
saber se... neste presente, que conversa
com o passado. 
tudo parece
tão complicado.
Se o que tentei
construir ruiu, transformou-se em 
 em nada.
E o nada é
tudo o que vejo
partido,
cindido
a causar aflição,
constrangimento.
Se o presente
não se encaixa
nos sonhos,
ao longo
de anos tecidos,
ou se perde
nas dobras
do tecido,  que usei
para cerzir
meu melhor
vestido,
que não vesti...
Se o presente,
literalmente clonado,
em cartão bancário,
transforma em clone, eu mesma,
e me vejo um blefe,
perdido no ciclone que arrastou
meus passos.
Que fazer?
Se, por entre
as lágrimas
que verti,
busquei sorrir,
dizendo-me sempre
que passaria, que viriam
melhores dias e hoje  
mais tristes, causam tanta agonia. 
Se a  desesperança 
abateu-se em mim.
Que fazer agora?
com o dia
que brilha lá fora?
Assumir a faxina...
porque,  viver neste mundo,
nada virtual  e 
cuidar de
mim mesma
após o ciclone
e o clone que sou eu,
é preciso.  

sábado, 13 de agosto de 2011



O que me assombra?
Ver o tempo escoar lento.
Viver a vida
passivamente,
não descobrir
prazer.
Não sorrir.
Não acreditar
nas pessoas.
Mentir...
Ver sofrimento
e não me afligir,
Não ver o sol
nascer
nem a lua
surgir.
Viver
por viver,
sem metas
a atingir. 

O que quero Agora?
Estar quietinha aqui,
do lado fora,
Por entre as árvores da praça,
tragar um cigarro
lenta e
deliberadamente,
buscar soluções
em minha mente,
organizar meu presente.
O que quero agora?
Repousar o
corpo gostosamente
em minha cama,
sem culpa,
pela branca
claridade
deste dia,
Eu simplesmente,
a acumpliciaria,
deixando aberta
uma pequena
fresta em minha janela.
E na penumbra do quarto,
este meu corpo cansado,
contente...adormeceria.

domingo, 24 de julho de 2011

Para Amy
em sua tragedia anunciada.
Nasceu com brilho próprio,
e no decorrer da vida o perdeu.
Nasceu estrela e brilhou
e tropeçou em seu brilho
e morreu.
Nos deixa um legado
triste, lindo e tão conturbado
e nele,
a certeza da incerteza
de vivermos em um
mundo tão desumanizado
que a dor da perda
precisa deixar de ser virtual.

domingo, 3 de julho de 2011

mais escritos

A noite é tão cálida,
a lua...
não vi,
deve estar
lá fora ou esse clarão
não se veria assim.
Antes não fosse o fim
mas o começo
de um dia imerso
em promessas
de felicidade,
sem que a tristeza
nos visitasse.
Venho de um tempo escuro e
triste.
Agarro-me à réstia
de luz que aparece,
hoje com uma fresta e amanha,
quem sabe,
uma porta aberta,
ainda que
para transpô-la
sem ti...

mais escritos

Laço
em tempo,
fatos
importantes
em minha vida,
aprendo lições,
não me maltrato.
transformo-os,
em temas,
enredos,
versos.
Eu os eternizo...
passo...
Invicta?
Não! Vou vivendo...
Onde o tempo me permite
nem mesmo choro, sorrio.
Envolta em pensamentos,
sigo meu tempo,
transponho distâncias
sem fim, eu passo.
Em sonhos,
fiz da vida
um horizonte imenso.
Às vezes melancólica,
outras vezes alegre,
revisitei espaços.
Tingi de cores tantas mesmices,
vivi e inventei amores,
nuanças sutis para
viver mais
e melhor este tempo.
Temores...os tenho
Ou não estaria aqui...

domingo, 19 de junho de 2011

mais escritos

19/06/2011
Escrever qualquer coisa neste dia, mas escrever...
dizer do instante de sol brilhante, que
aquece a alma, despe o cinza implacável
que enevoou meus dias.
Escrever...qualquer coisa neste dia, 
buscar a harmonia do  universo,
as coisas da terra e do céu 
organizar o tempo.
tomar posse de meus pensamentos e,
quem sabe, entender acontecimentos.
apreender-lhes as lições,
errar menos.
Ouvir mais,
dizer menos,
harmonizar-me com o silêncio,
ouvir o vento,
as estrelas, beber na fonte a água límpida e cristalina
entender maus pensamentos, evitar passamentos,
sentir-me  leve como pluma ao vento.
ivone estrela

mais escritos

08/05/2011
Homenagem às mães

Mãe e filha

A gente brinca,
a gente briga,
a gente se adora.
Em alguns momentos.
a gente se enrola,
a gente cola, descola,
a gente se embola.
Em momentos tristes, confusos,
a gente se busca,
se envolve em abraços mútuos,
espera passar o tumulto.
A gente se quer tanto
e  mesmo nos momentos em
que parece que não
nos queremos, sofremos tanto
e corremos para o reencontro.
Eis o que é ser mãe.
Eis o que é ser filha.

Ivone Estrela Dias 

Vi uma criança que brincava e
logo ali a frente outra que chorava.
Vi uma criança feia porque maltratada
e outra linda porque muita amada.

Ivone estrela

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Hoje o poema é silencio
dedicado as crianças assassinadas.
Hoje o silencio é o poema
que deve explodir em nossa alma e
Transformar-se, de alguma forma em
reflexão sobre a continua exposição
a que estamos submetidos.
Hoje o poema talvez deva
traduzir-se em  interrogações:
Que sociedade e esta?
Qual a responsabildade de cada um de nos
neste episodio e em tantos outros?
Continuaremos presenciando
horrorizados e passivos tanta degradação?
Que sociedadade queremos?
Como participar de sua construção?

sábado, 2 de abril de 2011

depois da chuva


Olhe, veja com os olhos do coração,                          
a formação natural das arvores
para além do arco iris,
projeta satisfação,  
Olhe, veja com os olhos do coração,
deixa-te tomar pela emoção.
Na linha do horizonte onde
começa  o arco iris, 
o céu,  o verde é pura perfeição. 
Olhe, veja o granizo a brilhar no chão 
após a chuva,
iluminado sob o sol que
radiante surgiu,
são diamantes perfeitos
e nos  revelam a beleza infinita
do mundo que nos cerca,
é o espetaculo da criação,
a nos dizer que somos pequenos
e tudo o que fazemos 
é pura imitação.