quinta-feira, 22 de março de 2012

Mundo virtual

Não gosto
da falta
de diálogo
aberto,
emotivo,
inteligente que
caracteriza o
ciberespaço.
Não gosto
da falta
de abraços,
de afagos.
Gosto de
contato físico.
gosto de toque,
de olhares,
repletos de
significados.
Não amo pessoas
virtuais!
Amo pessoas
presentes
em tempo real.
Não gosto
da superficialidade
que norteia as
relações virtuais.
Gosto da
autenticidade,
das emoções que
fundamentam
as relações...
gosto de humanidade!
Bem obsoleta e
dinossauramente...
mil vezes não,
a essa tal
modernidade.





terça-feira, 6 de março de 2012

Roda Viva

 É no domingo de sol,
que inunda de luz esta
sala que  escrevo:
ao acaso, sem assunto
determinado,
nem mesmo sabendo
ao certo o que
escrever-te,  
de qual riso ou de qual dor.  
São tantos fatos vividos,
na roda viva da vida.
E o que ontem
importou, 
resolvido não foi...
Mas passou!
Cravou em nós suas 
marcas, as quais
não queremos
ver, apenas
queremos crer... 
Passou!
E já instalados no 
presente, temos que
escolher prontamente,
no turbilhão
dessa roda
o que nos parece
premente.
Algo que preencha a alma,
dê um norte,
desnude a estrada. 
e nos leve
a viver plenamente,
àquilo que nos consente,
ou o que o destino 
nos reservou. 
È  preciso muita calma,
rever as noticias, as pessoas,
as vivencias que nos são caras,
para entender esse ontem
que no hoje, já passou.

Se deixar levar nessa roda, 
sem a reflexão necessária,
nos leva a viver a vida
sem  sentir-lhe
o sabor.

sábado, 11 de fevereiro de 2012



O povo cala!
Quem cala consente!
O povo sofre,
perde-se nas tantas falácias
de pessoas gananciosas,
Políticos e empresários, 
mesquinhos, corruptos
mas tão poderosos.
Eles tem grana,
ditam os padrões a serem seguidos.
enganam, exploram, confundem.
O povo chora!
Nem pela consciência de ser
enganado,
mas por não poder alcançar
o supérfluo,
mitificado pela mídia como essencial
â vida do populacho.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Queria que esse dia,
fosse de amenidades...
Queria afastar essa agonia.
Queria não chorar
à tua lembrança...
Queria-te de volta,
minha menininha.
Queria voltar no tempo,
te ninar de novo,
trilhar contigo
um caminho  novo...
Mas a vida não para,
o tempo não volta...
Então eu quero,
eu rezo,
para  que fujas
de descaminhos.
É só o que posso:
querer e esperar...
segurando-me
para não desabar.     


Meu caminhar

Caminhei pela vida
apressada.
Preocupada, com 
o dia a dia.
Assoberbada.
Apenas caminhei...
não pensei que cada dia 
vivido, constituiria hoje,
o passado inexorável.
E eis me aqui,
mentalmente,
perfazendo caminhos,
revendo  meus passos... 
  
Caminhei afobada
por resolver,
de imediato,
os problemas
que emergiam
em cada um
dos meus dias
Eles urgiam soluções
e eu as descobria.

Caminhei...
caminhei pela vida,
segui os rumos que ela
me mostrava
não me detive a pensar,
qual futuro o destino
me reservava.
Apenas vivi o
que me foi dado.

Não,  nenhuma culpa,
Se não cuidei
ou previ o futuro,
é que não pude
Eis o fato que hoje,
eu apenas constato! 

O quanto não vivi,
por afobada,
exigiu-me a vida
atribulada, no qual,
para sobreviver,
apenas o presente
contava.

E o vivi assim,
como me veio,
turbulento,
doloroso,
angustiado...
Superei obstáculos,
dissabores,
temperados
com  os
momentos
de alegria, aos
quais agarrei-me
como náufrago.

Este foi o nosso trato:
não sucumbir no
caminho 
a mim destinado.
De tudo,
ficou-me a certeza,
de ter os ombros
largos para
suportar os
percalços.

É quando o dia nasce,
ensolarado,
que me tomo
de novas energias.  
Olho o céu iluminado
e digo-me
baixinho:
meu  Deus...
obrigado!

sábado, 14 de janeiro de 2012


Meio lesa, 
triste,
meio lerda.
Desanimada
com tantas
coisas que
me cercam.
O que vejo,
ouço,
tudo o
que faço.
Parto...em 
pensamentos,
evaporo,
me desfaço.
Adentro...
nas palavras,
passo
salto,
esfumaço..

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"Escondidinhos Bar"

No “Escondidinho
do Embú”,
respiro,
exalo
com sede a arte,  antes
escondida.
Ei-la a abrir-se
aos talentos
anônimos
das gentes 
que sente,
apreende e
desnuda a arte.
Eí-la 
que explode, 
escapa lampeira,
do escondidinho
da gente
e vai se mostrar
no escondidinho
do Embu.
Desabrocha 
e vai, aos poucos,
preenchendo
espaços
de talentos.
Escondidinho
de Mércia,
Escondidinho
de João,
Gente forte,
viva, 
amante
de poesias,
de músicas.
Gente que pensa,
gente que sente
e impulsiona
a gente,
a abrir-se
para cultuar
no "bar escondidinho" 
o amor a arte, na
vida que é arte
da arte da vida.
Obrigada Mercia!
Obrigada João!
17/12/20