domingo, 16 de outubro de 2011

Domingo branco

DOMINGO BRANCO

Nele o sol transparente
se impõe...
e a mim impõe,
contemplar o dia
brilhante,
branco
e alegre
com que
nos presenteia.
Penso: como receber o presente?
Como alegrar-me?
Em dias assim,
tão claros,
a tristeza não deveria
nos encontrar.
Mas ela aqui está!
Apossou-se de
minha alma,
ensombreia
e assombra o meu olhar...
A resposta é o
meu pensamento que de ti,
não pode descuidar.
Que olha, interroga,
Perscruta
e cai no abatimento,
ante a impossibilidade,
de descobrir os mistérios
que te povoam o olhar
É só o que tenho,
o que povoa
meus pensamentos.
No dia branco,
que brilha do lado fora...
Eu sozinha aqui,
do lado de dentro,
desse apartamento,
aguardando
que o tempo
possa trazer-te
de volta,
em tempo.

Escritos da adolescência

Saudade...é chuva que cai,
é sereno, orvalhando
folhas e flores.
É por do sol no horizonte.
É noite que nasce e não morre.
Eterno crepúsculo na vida.
Sonhos que se realizaram,
tempos que já passaram,
vidas que se apagaram.
É chuva, é noite, é sereno.
Crepúsculos, tempos e sonhos
Vida que viu em outra
vida,as alegrias do mundo.

Quero você,
quero poesia,
quero amor,
muito carinho,
em manhãs lindas de sol,
em tardes crepusculares.
em noites de fantasias.
Sempre em sua companhia.

sábado, 15 de outubro de 2011

À todos os Professores

“Ensinar é um Ato de Amor.”
Muitos já o disseram,
com muita propriedade e muitos
reproduzem essa frase tão simples,
como eu o faço agora...
Guardo em mim
a mais profunda esperança,
de que essa frase
se transforme em verdade,
para cada um de nós, Professores.
E que em nosso dia a dia de trabalho,
com as nossas crianças
e nossos jovens e adultos,
sejamos capazes de nos contagiar
e contagiar a todos com a prática
do ensino como um ato de amor.
Feliz dia dos professores a todos e,
particularmente a equipe
do CEI Anna Florêncio Romão.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Poesia do Amigo

Amigo  indaga,
perscruta o nosso 
olhar: se esta alegre
ou carente.
Pressente a alma
da gente,
entende a tristeza
presente:
chora com
a gente
na dor.

Amigo nos
ouve, enternecido.
Nas alegrias,
se encanta ,  sorri
feito criança, ao
partilhar a esperança
que em nosso
olhar vislumbrou.  

Amigo esta sempre
com a gente, 
Amigo se
faz presente,
Nas horas
de alegrias
ou de dor.

Amigo se vê
sobressaltado,
de coração
disparado,
quando
a gente se
encrencou.
Vai com a gente,
lado a lado,
à passos
descansados,
quando as coisas se
acomodaram e
sente que
a paz voltou.

Amigo,  
tão complacente,
com as besteiras
da gente,
espera
paciente
o momento
conveniente
e nos critica
com amor.
Sorri lembrando
as asneiras,
ou os acertos do  
passado que  junto
compartilhou.
Ele se encanta
com os caminhos,
que juntos,
a gente trilhou.

Amigo
liga pra gente,
de repente,
diz: amiga, alô!
Que saudades!
E a telefônica agradece,
o quanto a gente a
enriquece com
esse simples alô!

Amigo engole
cada  sapo...
se enrola,
nos atos falhos
em que  a
gente desabou.
Ri de piadas 
sem graça,
só por que 
a gente
contou.

Às vezes nos
manda a merda,
e diz que
a gente o estressa,
fica sozinho,
hiberna...
Não quer saber
de ninguém...
Coitado,
é mortal,
não é perfeito.
Mas é o meu
grande amigo,
e nos queremos
tanto bem.  


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

TRILHA DO FAUNO

Hoje é ontem,
onde tanto
poderia
ser feito.
O tempo urge
soluções,
caminhos.
Quando se espera
passou...
O momento
exato é o agora,
onde o que puder
apenas aflora,
morre, não vinga.
Sem o cultivo,
se perde.
O menor
titubeio é fatal.
Nos leva a
chorar o não
                                                                     feito e enquanto
choramos
não vemos
as novas
sementes
que afloram
em nós.
Lembremos a  Flora
as flores
 cantadas na voz de Elomar?
Jequitibá;
pau Brasil;
Ipê;
Pau ferro;
paineira;
canela;
incenso;
quaresmeira;
jatobás...
Que dádiva
meu Deus!
puro colírio
para a vista.
Respirar o ar
puro das árvores
é redescobrir a força,
celebrar a vida.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Viver, 
reinventando o tempo,
antes que passemos
pela vida estagnados.
Viver cada dia,
cada hora,
cada minuto
ousando sempre,
apesar do medo,
que em determinados
momentos  possa existir.
Eis o caminho
para não se arrepender:
descobrir, explorar
cada  recurso
dentro de  nós
e encontrar  nosso
jeito de ser feliz..

terça-feira, 23 de agosto de 2011



23/08/2011

De bebês  para  professoras

Querida professora,
eu choro...
eis o meu jeito
de dizer-te de
meu incomodo,
de minhas tristezas.
E tu me vês
aos prantos,
muitas vezes. 
E mesmo em meio
a tantos, que ao mesmo
tempo  te dizem
de suas tristezas,
tu me afagas
carinhosamente:
As vezes,
com um sorriso, 
que muitas vezes significa:
espera um pouco,
eu já  cuido de você  também!
Esperneio, choro mais:
te quero agora!
È imperioso que me atendas
Já!
E mais eu grito
se não vens,
sabendo que virás...
Eis o nosso
diálogo pedagógico:
tão bom...
cheio de ternura,
cumplicidades e
de choros,
gritos e
dos sorrisos
em que me desfaço
quando a tenho ao meu lado,
cuidando de pôr-me
pedagogicamente
banhado, alimentado,
bonito e aconchegado...
E eu te retribuo
com afagos desajeitados,
às vezes com um sorriso
maroto ou encabulado,
pois no esperneio,
posse ter-te machucado.
Mas o teu rosto,
o teu semblante seguro,
calmo, me dizem sempre:
tudo bem,
pedagogicamente,
faz parte...
Estamos de novo em paz!
Sedutoramente pedagógico,
ergo meus bracinhos e,
num abraço,
um beijo,
um balbucio
ou uma frase esperta,
Surpreendo-te e
encanto.
Brinco e até durmo...
dou-te uma folga
para reiniciarmos
novas experiências
pedagógicas...
mais tarde...
Obrigado,
Professora!!!

OBS - Escrito em 14/10/2008, em homenagem as professoras do CEI Anna Florêncio Romão