terça-feira, 31 de janeiro de 2017

31/01/2017

Sentimentos.
Constatação de não humanidade nas relações, que cada dia mais, assola a humanidade.
Trata-se de solidão, diante dessa explosão de cores tão bonitas, de que se tinge agora o céu, que, de tão belas, chega ao profano, quase palpável, anunciando o dia.
Trata-se do que fazer de mim, de nós.
Da curiosidade e pena que se instalou, diante das mãozinhas tremulas da mocinha do café e seu vexame ao perceber que eu via.
Da alegria imprecisa que sentia no reencontro de duas pessoas queridas que promovia.
E do espanto e comoção a que o filme, “Eu Daniel Blacke” acometia.
Trata-se da necessidade, tão óbvia, de recusar-se a ditadura do contato virtual,
e reunir-se de novo, com as pessoas reais.
Reaprender a conversar e sorrir e se olhar, retomar os laços de amizade, expor a necessidade que temos de contato humano, para existir.