terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Queria que esse dia,
fosse de amenidades...
Queria afastar essa agonia.
Queria não chorar
à tua lembrança...
Queria-te de volta,
minha menininha.
Queria voltar no tempo,
te ninar de novo,
trilhar contigo
um caminho  novo...
Mas a vida não para,
o tempo não volta...
Então eu quero,
eu rezo,
para  que fujas
de descaminhos.
É só o que posso:
querer e esperar...
segurando-me
para não desabar.     


Meu caminhar

Caminhei pela vida
apressada.
Preocupada, com 
o dia a dia.
Assoberbada.
Apenas caminhei...
não pensei que cada dia 
vivido, constituiria hoje,
o passado inexorável.
E eis me aqui,
mentalmente,
perfazendo caminhos,
revendo  meus passos... 
  
Caminhei afobada
por resolver,
de imediato,
os problemas
que emergiam
em cada um
dos meus dias
Eles urgiam soluções
e eu as descobria.

Caminhei...
caminhei pela vida,
segui os rumos que ela
me mostrava
não me detive a pensar,
qual futuro o destino
me reservava.
Apenas vivi o
que me foi dado.

Não,  nenhuma culpa,
Se não cuidei
ou previ o futuro,
é que não pude
Eis o fato que hoje,
eu apenas constato! 

O quanto não vivi,
por afobada,
exigiu-me a vida
atribulada, no qual,
para sobreviver,
apenas o presente
contava.

E o vivi assim,
como me veio,
turbulento,
doloroso,
angustiado...
Superei obstáculos,
dissabores,
temperados
com  os
momentos
de alegria, aos
quais agarrei-me
como náufrago.

Este foi o nosso trato:
não sucumbir no
caminho 
a mim destinado.
De tudo,
ficou-me a certeza,
de ter os ombros
largos para
suportar os
percalços.

É quando o dia nasce,
ensolarado,
que me tomo
de novas energias.  
Olho o céu iluminado
e digo-me
baixinho:
meu  Deus...
obrigado!

sábado, 14 de janeiro de 2012


Meio lesa, 
triste,
meio lerda.
Desanimada
com tantas
coisas que
me cercam.
O que vejo,
ouço,
tudo o
que faço.
Parto...em 
pensamentos,
evaporo,
me desfaço.
Adentro...
nas palavras,
passo
salto,
esfumaço..