Caminhei pela vida
apressada.
Preocupada, com
o dia a dia.
Assoberbada.
Apenas caminhei...
não pensei que cada dia
vivido, constituiria hoje,
o passado inexorável.
E eis me aqui,
mentalmente,
perfazendo caminhos,
revendo meus passos...
Caminhei afobada
por resolver,
de imediato,
os problemas
que emergiam
em cada um
dos meus dias
Eles urgiam soluções
e eu as descobria.
Caminhei...
caminhei pela vida,
segui os rumos que ela
me mostrava
não me detive a pensar,
qual futuro o destino
me reservava.
Apenas vivi o
que me foi dado.
Não, nenhuma culpa,
Se não cuidei
ou previ o futuro,
é que não pude
Eis o fato que hoje,
eu apenas constato!
O quanto não vivi,
por afobada,
exigiu-me a vida
atribulada, no qual,
para sobreviver,
apenas o presente
contava.
E o vivi assim,
turbulento,
doloroso,
angustiado...
Superei obstáculos,
dissabores,
temperados
com os
momentos
de alegria, aos
quais agarrei-me
como náufrago.
Este foi o nosso trato:
não sucumbir no
caminho
a mim destinado.
De tudo,
ficou-me a certeza,
de ter os ombros
largos para
suportar os
percalços.
É quando o dia nasce,
ensolarado,
que me tomo
de novas energias.
Olho o céu iluminado
e digo-me
baixinho:
meu Deus...
obrigado!